Recentemente foi divulgado no Diário do Nordeste, uma excelente matéria sobre Parkour abrangendo desde seu caráter histórico até o desenvolvimento do Parkour em Fortaleza. Ótimas informações foram transmitidas e ficou notável o cuidado que os envolvidos tiveram com o resultado final. Porém, o ponto alto da matéria não são os tracers cearenses, mas sim o interessantíssimo e curioso depoimento do psicólogo George Noronha. Eu, como praticante, me senti abraçado por suas palavras. Parabéns meninos e parabéns Dr. Noronha! Clique aqui para ler a reportagem na íntegra ou expanda o tópico para ler somente o depoimento do psicólogo.

PS: Moda? UMA PORRA!

“O Parkour é uma espécie de reflexo da revolução que a juventude tem vivido e promovido nesses tempos de internet. Da mesma forma que qualquer um pode ter acesso à rede mundial de computadores e a toda a sua torrente de informações, o Parkour é o esporte que qualquer pessoa pode praticar, independente de condição ou classe social. É o esporte da revolução que estamos presenciando. Na escola, o jovem aprende sobre a Revolução Industrial e tantas outras que transformaram o mundo. Mas agora, esse mesmo jovem vivencia outro tipo de revolução: a do protagonismo social. Durante nossa visita, pudemos observar alguns adeptos filmando seus amigos para colocar as imagens em sites de relacionamento, produzindo seus próprios conteúdos e trocando informações com outros jovens do Brasil e do mundo. Assim sendo, o Parkour apresenta-se como um dos novos esportes que prometem redesenhar os costumes e os conceitos de uma sociedade que vive um momento de ebulição cultural onde todos começam a sentir que podem contribuir e fazer parte da mudança. Durante as quase três horas em que nossa equipe ficou no Parque das Crianças, pudemos observar vários grupos interagindo, conversando, treinando e o mais importante, transformando o mundo. Esses grupos se reúnem em clãs, cada um com seu nome, características e estilos próprios, o que os diferenciam uns dos outros, mas segundo os praticantes, todos formam uma família.”

George Noronha
Psicólogo