Depois de muito adiamento e de muita manifestação por parte dos profissionais da área de educação física, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado decidiu aprovar as novas alterações na Lei Pelé excluindo o artigo que tratava dos “monitores do esporte”.

O artigo concedia o cargo de “Monitor” para ex-atletas que praticaram a atividade física em questão por mais de 3 anos consecutivos ou por 5 anos de forma alternada. Ou seja, ex-atletas não seriam “educadores irregulares” perante o CREF e o CONFEF no ensino da atividade que praticou.

Após muita mobilização (incluindo corrente de email com protestos) o artigo foi retirado da nova lei. Com a reformulação passam a ser considerados “monitores do esporte” apenas educadores físicos credenciados ao CREF.

Em miúdos:

Nenhum praticante de Parkour poderá exercer (legalmente e remuneradamente) a função de “instrutor”, seja em academias ou em iniciativas próprias, se não tiver um curso superior em Educação Física (e se registrar no CREF). E para fins de contexto, por exemplo, o ADAPT (certificado de Parkour que é emitido pelo ParkourUK) só teria validade no Brasil como “enfeite” e não como algo legítimo perante a lei.

O clima é tenso.