A Kappa Magazine realizou na semana passada uma matéria com o pessoal do Parkour São Carlos. A matéria apesar de um tanto curta serve muito bem ao propósito de divulgar o Parkour na cidade.

Ainda em tempo, gostaríamos de parabenizar o pessoal pelo bom trabalho que eles tem realizado na divulgação do Parkour em São Paulo. Tamo junto mofios!

Pra visualizar a matéria acesse diretamente o site do Parkour São Carlos, expanda ou tópico ou cheque os anexos a essa postagem.

Mais que a preocupação com a forma física, quem pratica o parkour desenvolve concentração, coordenação motora, determinação e coragem

Por Ana Paula Santos
Fotos Mauricio Motta

O lema dos praticantes é “ser forte para ser útil e ajudar o próximo”, e eles chamam a atenção das pessoas quando se reúnem. E não poderia ser diferente: imagine 10 rapazes correndo e saltando obstáculos ao ar livre, em áreas públicas. Os praticantes do parkour em São Carlos se conheceram em 2006 por meio da Internet, tinham em comum o interesse pela atividade, a busca pelo bem-estar e qualidade de vida e decidiram trocar experiências e treinar juntos.

“A ideia é usar espaços públicos, e isso chama a atenção. Muitos curiosos param, olham, perguntam, alguns criticam, mas é preciso que saibam que não somos vândalos, muito pelo contrário, queremos ver os espaços públicos preservados”, garante Daniel Italiano, de 26 anos.

Alguns traduzem parkour simplesmente como percurso, do francês parcours, o que na verdade é a arte do deslocamento, a arte de ultrapassar obstáculos. Não há competição, não se trata de um esporte, mas sim a prática de uma atividade física.

O nome vem do termo parcours du combattant, um treinamento militar francês mais conhecido como uma espécie de pista de obstáculos militar, onde o guerreiro treina a ultrapassagem de barreiras. Antes de começar o treino, os tracers, como são conhecidos os praticantes, fazem um aquecimento e depois um alongamento, e precisam de autocontrole, agilidade, força e raciocínio rápido. Na cidade, a Catedral compõe um cenário ideal, sendo um dos lugares preferidos dos rapazes.

Vítor Balistiero Figliolia, estudante universitário de 24 anos, já conhecia o parkour, mas começou a praticar quando veio para São Carlos estudar na USP. Foi ele quem indicou a prática ao amigo Jhonatan Casale, de 22 anos. “Conheci o Vítor na faculdade e me interessei pelo assunto. Gostei dos movimentos, da sincronia, estou praticando aos poucos, mas pratico quase todos os dias, já faz parte do meu dia”.

O praticante utiliza uma série de habilidades do corpo para conseguir se movimentar passando pelos obstáculos que estejam em seu caminho. Isso se traduz em treinamento de habilidades como escaladas, pulos, equilíbrio e corridas.

De acordo com Moisés Italiano, um dos organizadores do grupo de São Carlos, quem tiver interesse pode procurar a galera através da Internet – o endereço é www.parkoursaocarlos.com. Os praticantes usam roupas confortáveis e tênis e qualquer pessoa pode praticar, basta querer aprender. Prudência é a palavra-chave, o fortalecimento só vem com a prática. Como qualquer atividade o parkour pode gerar lesões, por isso deve-se ter cuidado. “É preciso respeitar seus limites, é claro que quem já pratica tem mais facilidade, elasticidade, mas qualquer pessoa, de qualquer idade, pode praticar. O mais importante é estar apto para ajudar alguém quando for preciso, e um dos principais objetivos é treinar para se preservar”.