Atualização: Peço desculpas esse assunto é REPETIDO. O Fallux já abordou isso em Julho, não sei como fui deixar passar. Sorry!

Segundo um excelente artigo publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte, os praticantes de “Le” Parkour apresentam fadiga e baixa aptidão física. É a conclusão da autora Neiva Leite, da Universidade Federal do Paraná. de uma pesquisa feita com uma amostra de 13 praticantes com pelo menos 6 meses de experiência em Curitiba.
Ao ver o título, me empolguei e acreditei ser uma comparação pertinente. Me lembrei de uma conversa recente onde o Lukinhas disse: “Tracer tinha tido pra ser o cara mais foda do mundo: Resistente, forte, completo, bla bla.. Mas na realidade, fica pra trás em relação a qualquer atleta!”
Acontece que o artigo da autora do artigo não cita nenhuma consideração com a frequência de treino dos praticantes, nem rotina. O que dá a entender que uma amostra de 13 praticantes quaisquer, sejam de final de semana ou não, serviram como base para uma conclusão sobre uma prática que engloba hoje milhares de praticantes. O resultado dos testes, que  foi usado em comparação com “atletas de outras modalidades” coloca um praticante de final de semana, sem instrução ou qualificação profissional, de uma atividade mal desenvolvida no mesmo patamar de um atleta experiente de modalidades já consolidadas, como são as modalidades esportivas (a qual o parkour não se encaixa). Por atleta, entenda-se um praticante profissional/competidor. Acredito ter sido não só uma amostra pequena de praticantes, como uma comparação muito pobre.

O que chama a atenção e é muito pertinente, no entanto, é ver a comparação com dos praticantes com a população em geral: Ainda assim, esses praticantes saem perdendo em vários aspectos senão o desenvolvimento dos membros superiores. Acredito ser só um indicativo que, principalmente na época da pesquisa (2008, de acordo com o GAP) falta muito conhecimento (senão empenho) dos praticantes para treinar de uma maneira correta, e que o Parkour “médio” ta cada vez mais distante do Parkour original. O artigo pode ser lido na íntegra, assim como a notícia com o resumo no portal WSCOM.