Na última semana o vídeo “Parkour Roulant” se tornou um viral, mas acredito que a mensagem transmitida por ele acabou muitas vezes sendo esquecida no processo de divulgação.

O vídeo é, na verdade, um protesto que partiu dos irmãos Ramon e Thomaz Ballverdu juntamente com Marcelo Silva, estudantes de publicidade, com o intuito de filmar as dificuldades que os cadeirantes diariamente.

Os três não são paraplégicos, mas usaram as cadeiras de rodas e o Parkour como método de denúncia a respeito da falta de preparo da cidade de Pelotas (e que é aplicável em todo o mundo) para com os portadores de necessidades especiais.

Alguns sites espalham o vídeo como “uma nova atividade” ou então com até certo tom de deboche. Pessoalmente, acho que se trata de uma crítica muito bem feita e que merece ser reconhecida como tal.

Destaco o trecho divulgado no blog Pelotas Cultural:

“Os autores do vídeo associaram o perigoso exercício com um parkour sobre rodas. O nome é inventado e faz parte da sátira, pois o parkour é uma atividade atlética, enquanto esta frustrante exclusão anula os movimentos, expressão do insociável egocentrismo urbano.

No fundo, o que se busca é desenvolver atitudes mais humanas e inclusivas. Se este protesto não somente gerar reflexão sobre o que é a vida democrática e também conseguir mudanças físicas na cidade, terá sido uma fantástica campanha publicitária. “

Expanda o tópico para ter acesso ao vídeo.