Foi essa a pergunta que a revista  Go Outside fez e tentou responder. A príncipio fiquei bastante receoso, mas após ler a matéria atestei que a linha de raciocínio dos jornalistas Maria Clara Vergueiro e Mario Mele foi maravilhosa… ou quase.

Eles conseguiram fazer um apanhado breve da situação internacional que conta inclusive com a  citação de grandes nomes como a PAWA e a WFPF. Além disso, achei maravilhoso também o destaque que foi dado a defesa dos valores do Parkour e a ênfase no seu caráter não-competitivo.

Contra o texto tenho somente três pontos:

Posicionarem o Freerunning como uma vertente competitiva do Parkour.
Afirmarem que o Art of Motion atrai os melhores praticantes do mundo.
Colocarem o Akira como chance brasileira nas olímpiadas, ao lado do Zico.

Para se informar na íntegra, basta expandir o tópico ou acessar o site da matéria.


PARKOUR NAS OLIMPIADAS

(Por Maria Clara Vergueiro e Mario Mele)

A quantas anda:Se tem um esporte cujos praticantes não dão a mínima para competições é o parkour, ou a “arte do deslocamento”. Por isso as associações que existem se focam mais em trabalhar a imagem do que será o parkour daqui a uns anos do que em fazer campeonatos ou eventos promocionais. A intenção é manter intacta a filosofia baseada no ideal do educador físico francês Georges Hébert – “ser forte para ser útil”, seja para escapar do ataque de um animal ou salvar uma vida. Em 2005, o francês David Belle, conhecido como o fundador do parkour, deu início à Parkour Worldwide Association (PAWA), que tentou organizar e desenvolver o parkour como modalidade. A PAWA não existe mais e, em 2007, foi criada por alguns dos melhores praticantes do mundo a World Freerunning Parkour Federation. Mesmo com essas mudanças, a filosofia do parkour continua forte e não tem ajudado a aproximar o esporte de uma Olimpíada.


Como seria a competição olímpica:
Provavelmente seria nos moldes do freerunning, vertente competitiva do parkour em que são valorizados saltos acrobáticos de alto risco – algo como o Red Bull Art of Motion, o evento de freerunning mais famoso do mundo e cheio de obstáculos artificiais, que atrai os melhores praticantes.
Prós e contras para se tornar esporte oficial dos Jogos: Em matéria de espetáculo, as competições de freerunning atrairiam milhares de fãs, e na TV os malabarismos para pular de grandes alturas e distâncias seriam mais reprisados do que os jogos de curling (aquele bizarro esporte que parece uma espécie de hóquei no qual a “bola” é quase uma tampa de enceradeira). Um ponto limitante para que o parkour entre nas Olimpíadas é o método de julgamento dos melhores colocados, algo sempre muito subjetivo. Mesmo os praticantes de freerunning dizem que não treinam visando competições, mas, sim, para superar uma hipotética situação de risco.

Favoritos mundiais:
Atualmente os britânicos Tim Shieff, Ryan Doyle e Scott Jackson e Oleg Vorslav, da Letônia, brigariam de igual para igual pelo ouro.
Chance brasileira: Os paulistas Leonard Ribeiro, o “Akira”, e Zico Correa são os principais nomes do parkour no país.