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Apesar de muitas vezes passar uma imagem de atividade radical e apenas física, existe um lado humano e social do Parkour que pode ser lindamente trabalhado. Foi justamente isso que vivenciaram os usuários do CAPSad (Centro de Atenção Psicossocial que trata de pessoas com transtornos decorrentes do uso abusivo de substâncias psicoativas), em Campina Grande.

A intervenção foi feita como parte de um estágio do curso de Psicologia, da aluna Alessandra Fernandes. “A intenção do projeto é mostrar  o Parkour como ferramenta de união, liberdade e superação na dependência química. Trabalhar a integralidade do sujeito revelando a imensidão de caminhos possíveis para potencializá-los”. A intenção é de que as oficinas de Parkour venham a se tornar permanentes no espaço.

“Eles se identificaram bastante, tanto em relação aos movimentos, que resgatavam a infância e isso desencadeava sensação de liberdade, de apropriação do espaço e um certo prazer, quanto em relação a busca de estratégias para superar as dificuldades emocionais que eles sofrem cotidianamente; e isso foi bastante ressaltado. Foi incrível como eles capturaram essa essência do parkour, um deles até nos falou que fazer os movimentos em si não tem nenhum sentido se você não considera a superação dos limites e das dificuldades que aquele obstáculo impõe, assim como as dificuldades da vida. “

Particularmente, nos sentimos honrados de publicar uma notícia assim. Que outros se inspirem nesse trabalho e passem a integrar cada dia mais o Parkour como ferramenta para a promoção do crescimento moral e social das pessoas. Todos os envolvidos no processo estão de parabéns!