No ano passado, viemos divulgar com bastante empolgação o acordo firmado entre o Parkour Curitiba, a Guarda Municipal e a Prefeitura da cidade. Atitudes como a que eles tiveram é de se aplaudir de pé pois combatem a ignorância e o preconceito com informação e bom senso. Se você não estava por aqui na época, ou não lembra, custa nada dar uma olhada no caso. Desde então, o cenário por lá melhorou bastante. O ato de organização mais recente deixou também o Parkour Brasileiro mais feliz e fizemos questão de divulgar: A fundação da Associação Paranaense de Parkour. Acredito que essa medida deixou clara, de uma vez por todas, o comprometimento social e civil que as pessoas que se encontram a frente do Parkour Curitibano tem com a prática e com a cidade. Infelizmente nem sempre o trabalho da gente é valorizado ou compreendido por todos.

Um incidente bastante chato aconteceu nos últimos dias (vide vídeo acima). Nas palavras de quem sentiu na pele, Cássio Junior (presidente da APRPK):

“… na véspera de um dos encontros de Parkour mais tradicionais do Brasil em Curitiba, e com todo o histórico de “apoio” dos órgãos públicos, a Guarda Municipal de Curitiba demonstra extrema falta de informação sobre a prática. O GM Levandoski abordou de forma extremamente rude praticantes de Parkour na Praça Ouvidor Pardinho, com ameaças, dizendo que os levaria para a delegacia por “vandalismo”. Os praticantes foram até o Guarda e tentaram entender a abordagem exagerada. Mesmo demonstrando interesse em entender os limites do Parkour no local, e até mesmo a vontade de explicar que não eram vândalos, mas sim praticantes de uma atividade conhecida, mas inicialmente o guarda foi intolerante. Leon Matheus, estudante da UFPR, instrutor de Parkour e praticante há 8 anos, afirmou que levou mais de uma hora de discussão até que o Guarda baixasse o tom de voz e se desculpasse. Segundo os argumentos do guarda, só é permitida na praça a prática de atividades que possuem federação, e que a legislação proíbe a prática de parkour em QUALQUER local da praça, até mesmo nas barras de exercício. Talvez fosse mais fácil simplesmente virar as costas e ir embora, mas isso não traz mudança, e continuamos limitados a regras que muitas vezes podem não fazer sentido, ou mesmo nem existirem de fato.”

Caso você deseje compreender melhor toda a questão, o próprio Cássio disponibilizou uma nota em seu facebook contando todo o ocorrido com mais detalhes.

A própria existência desse espaço, o Pulo do Gato, é uma medida de auxílio ao crescimento do Parkour nacional de forma respeitosa, positiva e pensando num futuro melhor. Mas isso só será possível porque existem em cada canto do país, pessoas trabalhando pesado para esse reconhecimento, diálogo e compreensão. A parte dos praticantes está sendo feita. Então, por esse motivo, é intolerável a violência não justificada e as proibições com argumentos sem sentido, PRINCIPALMENTE em Curitiba que é um dos estados que mais apresenta compromisso e seriedade com o poder público. Na realidade, atitudes agressivas e descabidas como essa são os verdadeiros vândalos e responsáveis por alguma destruição.

Esperamos que a situação se resolva da melhor forma possível e deixamos aqui o nosso apoio a todo o trabalho magnifico que temos assistido no Parkour Paranaense.